Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Fotografias que dão água na boca na Usina do Gasômetro
Domingo, Novembro 15, 2009
Receita: Cuscuz de Tapioca com Coco

por Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Foto principal: Fernanda MelonioRio de Janeiro - Brasil
Desde pequeno, sou viciado em cuscuz. E é vício mesmo! Bastava ver um vendedor com a carroça na rua que eu falava: “Mãe, eu quero!”. E esse vício persiste. Hoje, sem depender da minha mãe, posso dizer que já é clássico comprar cuscuz na praça da praia do Arpoador ou pela orla carioca, cheia de “cuscuzeiros” para matar a nossa vontade. Também é inesquecível o cuscuz vendido na rua Dias da Cruz, no Méier, onde o vendedor com uma buzina estridente anunciava: “Olha o cuscuz!”.
Na minha infância, era certo que todo dia 27 de setembro eu ia comer cuscuz nas festas de São Cosme e São Damião promovidas pela Mariza Bittar, mãe de uma grande amiga da família. A mesa da festa era enfeitada com os mais variados doces, mas o que eu queria mesmo era comer o cuscuz. Aquele é realmente inesquecível. Eram bolas de tapioca bem macias, salpicadas com coco ralado in natura, que desmanchavam na boca. Aquele, sem dúvida, é o melhor cuscuz da minha vida.
Também me lembro que todos os sábados da minha pré-adolescência eu ia para casa do meu avô para ajuda-lo a fazer compras na feira e acabava ganhando um trocado por isso. Nessa feira tinha um vendedor que oferecia um pedaço enorme de cuscuz muito barato. E tinha que ser rápido para comprar, pois tinha até fila. Tinha vezes que eu comia aquele “pedação” ali mesmo. Quando não, levava para casa e mesmo assim dava pra dividir com muita gente. Bons tempos.
Recentemente, resolvi tomar vergonha na cara, e perguntei para minha mãe qual era o segredo do cuscuz da dona Mariza Bittar. Minha mãe me passou uma receita que disse ser a autêntica daquele maravilhoso cuscuz. Posso dizer que ficou muito bom, mas o da dona Mariza é superior. Pode até ser o mesmo, mas nada se compara ao sabor de nostalgia...
Ingredientes >>
- 1 pacote de tapioca
- 1 côco, grande, ralado
- 3 copos de água fervente
- 2 xícaras de açúcar
- 1 colher de sopa de essência de baunilha
- 1 pitada de Sal
Preparo >>
- Em uma vasilha, misture a tapioca com o açúcar e o sal.
- Junte a água fervente e misture bem com a mão até ficar bem homogêneo.
- Adicione o coco ralado e a baunilha e amasse a massa com as mãos até os ingredientes estarem bem incorporados à massa.
- Tampe a vasilha com um pano de prato e leve para geladeira por 3 horas.
- Depois, basta fazer como na foto. Enrole o cuscuz com as mãos e depois salpique com coco ralado. GM
Receita: Filé mignon ao Worcesterhoney

por Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Foto principal: Fernanda MelonioRio de Janeiro - Brasil
Ingredientes>>
- Três (03) medalhões ou bifes de filé mignon
- Sal a gosto
- Pimenta do reino em pó (moída na hora) a gosto
- Meia xícara de molho inglês de boa qualidade
- Meia xícara de mel
- Manteiga a gosto (quantidade necessária para fritar o bife)
Preparo>>
- Misture o molho inglês com o mel e leve ao fogo por alguns instantes, sem deixar levantar fervura. Reserve.
- Tempere a carne com o sal e a pimenta.
- Em uma chapa ou frigideira pré-aquecida, derreta a manteiga.
- Deixe que fique bem quente e coloque os bifes para fritar.
- Não mexa os bifes, nem frite mais de dois em uma frigideira para não dar água. Quando um lado do bife estiver bem dourado (ou no ponto desejado), vire-o e realize o mesmo procedimento.
- Assim que os bifes estiverem prontos, regue-os com o molho e sirva-os.
Cozinhe Ouvindo:Keane
2004 - Hopes and Fears
Música: This Is The Last Time
Receita: Sanduíche de Mortadela Ímpar

por Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Foto principal: Fernanda MelonioRio de Janeiro - Brasil
Salame, presunto? MORTADELA! Um sanduíche de mortadela fresca é sempre bom, independente da forma. Infelizmente, há aqueles que condenam a mortadela e a chamam de "primo pobre do presunto". Isso é o fim! Sem falar naqueles que fritam a mortadela e acabam com todo seu sabor intenso e peculiar. Para quem gosta desse embutido nobre, de sabor intenso, preparei uma receita simples, fácil, com um resultado surpreendente. Aproveite!
Ingredientes >>
Receita para dois sanduíches.
- aprox. 20 azeitonas azapa.
- 1 punhado de alcaparras
- 10 tomates secos
- 2 colheres (sopa) de cebola picada
- 3 colheres (sopa) de molho funghi.
- Pimenta do reino em pó a gosto
- Sal a gosto
- 1 colher de chá de molho inglês
- 2 pães franceses
- 2 punhados de rúcula
- 6 fatias de mortadela
- 4 fatias de queijo muçarela
Preparo>>
- Separe as azeitonas e retire os caroços. Coloque-as em uma tábua junto com os tomates e as alcaparras.
- Pique tudo junto até formar uma pasta.
- Em uma vasilha, misture a pasta com a cebola picada, molho funghi, pimenta do reino, sal e molho inglês. Misture bem até formar um creme.
- Distribua bem o creme nos dois lados do pão.
- Recheie o pão com rúcula e um pouco de sal e azeite. Cuidado com o sal, pois a alcaparra já é bem salgada. Na dúvida, não use.
- Adicione três fatias de mortadela, finalize com duas fatias de queijo muçarela e feche.
- Está pronto. Fácil, bonito e com um sabor surpreendente.
Cozinhe Ouvindo:Wynton Kelly
1958 - Piano
Música: Whisper Not
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
RS: Gastronomia e fotografia juntas em exposição na Univates Lajeado

Sábado, Setembro 19, 2009
Receita: Panquecas da Nigella com creme azedo e compota de frutas

por Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Foto principal: Fernanda MelonioRio de Janeiro - Brasil
Eu adoro ver o programa da Nigella no GNT. Que mulher charmosa, sensual, delicada... Nigella consegue seduzir e hipnotizar nos gestos mais simples, seja por sua voz mansa, quase sussurrando, ou por seus movimentos sutis na hora de preparar os seus pratos. A simetria do seu rosto é encantadora, com lindas covinhas quando ela abre aquele seu sorriso, que vem acompanhado de lindos lábios carnudos, que ficam ainda mais emoldurados e cintilantes com o leve toque rosa de seu batom. Ela é perfeita!
Mas não é só de beleza que vive uma cozinheira. Na arte gastronômica, Nigella é reconhecida no mundo por sua praticidade. Ela não é da escola da gastronomia de vanguarda, das grandes inovações do sabor, mas o ponto forte de Nigella são as receitas básicas do dia a dia, onde consegues provar que com muito pouco, podemos surpreender a todos com pratos extremamente saborosos.
Uma das suas receitas mais famosas em fóruns e redes sociais é a panqueca. Você deve se perguntar: "mas panqueca?". Isso mesmo, panqueca! Uma receita básica, simples, que qualquer criança pode fazer. A diferença está na sua imaginação. Você pode inovar e fazer panquecas com os mais diversos acompanhamentos. Imagine, inove, surpreenda!
Passo a Passo:






Receita:
Ingredientes >>
Compota de frutas:
Aqui no Rio é fácil encontrar mercados que vendam compotas com as mais variadas frutas. Eu optei por morangos e cerejas.
Creme azedo:
Existem muitas versões de creme. Essa parte fica a seu critério. Como a panqueca leva açúcar e a compota de frutas é bem doce, resolvi fazer um creme azedo para neutralizar um pouco o sabor adocicado do prato.
Misture: 1 cx de creme de leite com 1 copo de iogurte natural. Coloque num num recipiente bem fechado e deixe descansar fora da geladeira de um dia para o outro. Depois, basta gelar antes de servir.
Mix caseiro de Panquecas:
-600 g de farinha de trigo
-3 colheres (sopa) de fermento em pó
-2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio
-1 colher (chá) de sal
-40 g de açúcar ou açúcar baunilhado
Misture tudo isso. Você pode guardar esse mix num vidro bem vedado.
Quando der vontade de comer panqueca, basta preparar a Massa. Misture:
-150g do Mix para panquecas
-1 ovo
-250 ml de leite
-1 colher de sopa de manteiga derretida
Preparo>>
- Aqueça uma frigideira antiaderente.
-Ponha 2 colheres (sopa) da massa na frigideira quente. Quando aparecerem as bolhas na superfície da panqueca, vire para que fiquem douradas dos dois lado. Cerca de 1 minuto por lado deve ser necessário.
Montagem>>>
Basta você ir intercalando camadas de panqueca, creme e frutas (exatamente nessa ordem), sendo que a última camada ficará sob creme e depois frutas. Aproveite a calda da compota para enfeitar o prato. Finalize com raspas de casca de limão. GM
Cozinhe Ouvindo:Erasmo Carlos
2009- Rock'n'Roll
Música: Olhar de Mangá
Quarta-feira, Julho 08, 2009
Receita: Salmão Mediterrâneo

por Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Fotos: Fernanda MelonioRio de Janeiro - Brasil
Queridos amigos do Gastronomusic,
Depois de 3 meses sem postar no blog, cá estou de volta firme e forte. Durante esse período, muita coisa aconteceu e, inclusive, me mudei para Copacabana. Por isso não tive tempo para dar a devida atenção que o nosso blog merece. Não que eu tenha deixado de cozinhar - isso seria o fim -, mas parar no computador para escrever vinha sendo um momento raro. Hoje, já na casa nova e com o tempo mais organizado, posso voltar com algumas das minhas experiências, das quais eu adoro fazer e compartilhar com vocês.
Nessa volta, quero ensinar uma receita que eu fiz ainda na casa antiga e não via a hora de postar. Trata-se do Salmão Mediterrâneo, acompanhado de um molho à base de vinho branco, ervas e legumes. O resultado é surpreendente! O peixe é assado em contato direto com o molho e completamente embrulhado no papel alumínio. Assim, a carne do peixe mantém a sua umidade, resultando em um peixe macio e saboroso. Confira!
Passo a Passo:






Receita:
Ingredientes >>
-1 salmão inteiro e aberto no meio.
-suco de um limão
-6 a 8 corações de alcachofras (in natura ou em conserva)
-Azeite
-4 dentes de alho
-200 ml de vinho branco
-1 colher de manteiga
-ervas diversas (alecrim, manjericão, orégano, salsinha...)
-pimenta do reino moída na hora
- Azeitonas azapa sem caroço
-1 caixa de tomate cereja
- 4 talos de aipo cortados em cubos
-1 alho-poró cortado em rodelas
-6 aspargos inteiros
- 2 colheres de alcaparras
-sal a gosto
Preparo>>
-Tempere um salmão inteiro com sal, pimenta do reino (moída na hora), azeite e reserve.
- Regue suco de um limão em 6 a 8 corações de alcachofras cortados ao meio (in natura ou em conserva).
- Em uma panela com bastante azeite, dê uma leve dourada no alho.
- Adicione na panela as alcachofras e as deixe cozinhando por 5 minutos em fogo médio, sempre mexendo.
- Adicione 200 ml de vinho branco e espere levantar uma leve fervura.
- Adicione a manteiga, as ervas, a pimenta do reino e as azeitonas pretas sem caroço.
- Amasse de leve os tomates com as próprias mãos e adicione-os à panela; coloque o aipo cortado em cubo; o alho-poró; os aspargos e, por fim, as alcaparras. Teste o sal e deixe cozinhar por 6 minutos, sempre mexendo.
- Forre um tabuleiro grande (onde possa caber um salmão inteiro aberto) com papel alumínio de tamanho grande (45 cm de largura). Deixe bastante sobra de alumínio pois depois vamos cobrir o salmão por completo.
- Adicione o caldo no centro da panela e depois o salmão temperado com a pele virada para cima.
- Forre o salmão por completo, bem fechado para não vazar o caldo. Deixe no forno por 30 minutos e pronto! Sirva com bastante caldo por cima.
Cozinhe Ouvindo:Céu
2009 - Vagarosa
Terça-feira, Abril 28, 2009
GASTRONOMIA PERUANA: Uma explosão de sabores

por OliviaSalvador - Brasil
A gastronomia peruana, antes restrita apenas ao seu país, passa por um processo recente de internacionalização, há cerca de mais ou menos 10 anos. Além da sua história, beleza e cultura, mais um motivo tem levado milhares de turistas a arrumarem as malas rumo ao Peru, a saber, a sua rica gastronomia. Começaremos esta viagem gastronômica, pelo que chama mais atenção nela: os seus ingredientes. No solo peruano são produzidos - PASMEM! - cerca de dois mil tipos de batata e aproximadamente, 55 diferentes espécies de milho. Além destes ingredientes, há uma grande variedade de grãos, mas sem dúvida, o milho e a batata são os ingredientes mais constantemente utilizados na cozinha peruana. Este país, devido a sua costa marinha diversa está entre os três maiores produtores de peixe do mundo, o que explica o fato de mais de 50% dos pratos peruanos terem como base os peixes e mariscos. Somado a todos estes aspectos mencionados acima, a fusão de receitas dos incas com a dos conquistadores espanhóis e a influência das cozinhas italiana e francesa, fazem da cozinha peruana uma grande promessa para a alta gastronomia. Bem, poderíamos ficar horas e horas divagando sobre a cultura e a história deste país, mas não os fatigarei mais. Caso alguém tenha interesse mais profundo nesta exótica e criativa cozinha peruana, posso recomendar em outro momento, algumas leituras, sites, etc, que tratam do assunto. Sem mais delongas, vamos à receita!! O prato escolhido hoje é o ceviche, uma unanimidade nacional do Peru. Um prato simples de peixe de carne branca (fresco, macerado no limão) com cebola roxa, sal e ají limo (uma pimenta peruana encontrada em várias cores). Alguns dizem que o ceviche é ideal para recuperar as energias depois de uma noite de farra; e além de excelente revitalizante, é um eficiente afrodisíaco!! Olha só..
Receita:
INGREDIENTES>>>
800g de peixe fresco, de carne branca (pescada-branca, amarela ou vermelho), cortado em pedaços de 2 cm;
1 cebola-roxa mediana, cortada fina;
1 colher de sopa de coentro bem picado;
2 dentes de alho moído;
1 pimenta dedo-de-moça em pedaços pequenos;
10 limões;
sal.
PREPARO>>>
Corte o peixe em pedaços e deixe-o descansando num refratário de vidro. Lave a cebola em água fria para tirar o sumo e depois junte-a ao peixe. Lave agora os dois ingredientes juntos, com água fria, e com muito cuidado para evitar que se despedacem. Repita a operação duas vezes. Escorra bem. Incorpore à mistura o sal, o alho moído, o coentro e a pimenta. Esprema o limão diretamente no peixe e com um coador, para que não caiam caroços. Misture tudo com uma colher de aço inoxidável e prove o tempero. Decore com folha de alface, milho e batata-doce. SIRVA IMEDIATAMENTE!
Aqui vão duas dicas: para que o ceviche ganhe frescor adicione duas cubas de gelo e retire-as antes que derretam; e para substituir o pisco (bebida nacional peruana) vale uma malzebier bem gelada!
Att,
Ana Olívia
Cozinhe Ouvindo:
Dizzy Gillespie & Charlie Parker
1945 - Town Hall, New York City, June 22, 1945
Segunda-feira, Abril 06, 2009
Música: Diana Krall à flor da pele

por Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Diana KrallQuiet Nights (2009)
Cotação: ****
A maioria de vocês conhece Diana Krall: uma cantora e pianista refinada, com uma voz sexy, de timbre correto, e que não costuma variar seu repertório e estilo. Diana é como Chet Baker, que encontrou uma maneira de tocar e morreu com ela.
Em Quiet Nights, Diana não foge à fórmula de álbuns anteriores, como The Look of Love (2001) e The Girl in the Other Room (2004), que são recheados com standards, baladas e ambientados com uma atmosfera elegante e sensual. O produtor Tommy LiPuma e o arranjador Claus Ogerman são os mesmos de The Look of Love, o que reforça ainda mais a idéia de repetição. Apesar de ser um álbum dedicado à bossa-nova - segundo a própria cantora -, vocês não notarão muita novidade, já que a Diana sempre demonstrou em outras oportunidades o seu amor pela música brasileira, sobretudo tocando algumas bossas em seus shows regulares.
Mas nem sempre o que é repetido soa ruim. Muito pelo contrário, em time que está ganhando não se mexe. Quem é árduo por novidades, não irá ouvir Diana, assim como não ouve Chet. Quem já ouve Diana e também ouve cantoras como Jane Monheit e Cassandra Wilson, certamente não irá se arrepender de Quiet Nights.
No novo cd, Diana se expressa à flor da pele, cantando suave, quase sussurrando, como se fosse uma mulher declarando seus desejos mais íntimos ao pé do ouvido. Todo esse ar de sensualidade deu ainda mais vida às canções de amor de Antônio Carlos Jobim, que aqui estão representadas em Quiet Nights - a versão em inglês de Corcovado -, The Boy from Ipanema e Este seu Olhar, cantada em um português um pouco deficiente, mas nada que abale o sentido sentimental da canção. Definitivamente, é um álbum para embalar um romance na madrugada, à meia-luz e do lado de quem você gosta. Compre o cd e um bom vinho, que eu garanto que noite será boa. Qual vinho vocês recomendam? rs!
http://www.dianakrall.com/
Veja vídeos de divulgação da turnê de Quiet Nights
Receita: Aligot - Purê de batata com queijo!

por OliviaSalvador - Brasil
Através desta receita, aproveito para homenagear um querido amigo, o Léo! Que não é este nosso - também amado amigo - LeonardoJazzMan. Dizem que todos os Léos são deveras encantadores...o que concordo plenamente!!
O Aligot é uma mistura de purê de batatas e diversos queijos... Uma receita muito simples, mas de uma complexidade estrutural!
Preparo:
Ingredientes:
-3 batatas grandes (tipo asterix ou rosenthal)
-100ml de creme de leite fresco
-150g de queijo gruyère ralado
-150g de queijo minas padrão ralado
-Sal e pimenta a gosto
O primeiro passo no preparo deste prato é a escolha das batatas, que não devem ser muito serosas (batatas com excesso de cera, podem comprometer a textura final do Aligot). Feito isso, vamos lavar e cozinhar essas batatas com casca em água com sal; assim que começarem a rachar a superfície, podemos desligar o fogo e escorré-las. Ainda com as batatas quentes (é preciso que estejam bem quentes) e com um pano para proteger as mãos, retiramos as cascas; este processo deve ser rápido, pois precisamos das batatas ainda quentes para amassá-las por duas vezes e passá-las sob uma peneira bem fina. Desta operação, obtemos uma massa de textura homogênea; eis o momento de somar a manteiga e o creme de leite e misturá-los vigorosamente.
Pausamos todo o processo no intuito de resfriar o purê, que deve ser levado á geladeira, nunca coberto.
Vamos agora aos queijos, a saber, o queijo-de-minas padrão e o Gruyére, responsáveis em conferir elasticidade à mistura. Ralamos tais queijos com um ralador manual, pode ser que os queijos acabem grudando um pouco, devido a maciez dos mesmos, mas isso não comprometerá a receita.
Finalizando, retira-se o purê da geladeira e em uma panela, vamos aquecendo-o juntamente ao creme de leite, sempre mexendo vigorosamente, e em fogo muito baixo, acrescentamos aos poucos, primeiro o queijo-de-minas e em seguida, o Gruyére, até alcançar a consistência desejada.Faça o teste de elasticidade com duas colheres e estique a massa. Uma receita simples, mas que exige paciência e método!
Esta foi uma receita feita e aprovada, ao som do The Dreamer, José James!
att,
Olívia
Cozinhe Ouvindo:Jose James
2008 - The Dreamer
Domingo, Março 01, 2009
Receita: Petit gâteau

por Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Petit gâteau
O Petit gâteau, este bolo de chocolate com casca crocante e recheio cremoso, tem sido, nos últimos anos, a minha sobremesa favorita quando vou a algum restaurante. Apesar de muitos pensarem que o Petit gâteau é uma receita francesa, a sua origem está nos Estados Unidos. Segundo a lenda, o bolo surgiu por acidente, quando um aprendiz a chefe de cozinha de Nova Iorque aqueceu demais o forno, formando um bolo rígido por fora e cremoso por dentro. Mesmo com o erro, muitos clientes adoraram esta receita, que logo se popularizou nos restaurantes novaiorquinos e chegou ao Brasil em 1996.
Em alguns restaurantes aqui do Rio, uma unidade de Petit gâteau com sorvete de creme pode custar até 15 reais. Com um valor muito inferior a este, você consegue fazer em média 12 unidades em forminhas pequenas.
No último sábado, chamei meus grandes amigos Leandro e Thiago (Metal) para prepararmos o Petit gâteau ao som do Modern Jazz Quartet, um dos maiores grupos de Jazz da história. Servimos o bolo na sua maneira mais comum: acompanhado com calda de chocolate e sorvete de creme. Aproveitem!
Passo a Passo:



































Receita:
Ingredientes>>
-240 g de chocolate amargo picado
-200 g de manteiga
-4 ovos inteiros
-4 colheres (sopa)de açúcar
-4 colheres (sopa) de farinha de trigo
Preparo>>
-Deixe o chocolate derretendo naturalmente em banho-maria;
-Em uma vasilha, bata os ovos e o açúcar até ficarem bem misturados;
-Mexa o chocolate até que esteja totalmente derretido;
-Adicione a manteiga ao chocolate e mexa bem até que a manteiga derreta, deixando o chocolate liso e brilhante;
-Retire do banho-maria, despeje aos poucos na vasilha com os ovos batidos com o açúcar e misture bem até ficar bem homogêneo;
-Adicione a farinha de trigo aos poucos, mexendo com suavidade até que ela se incorpore por completo à mistura;
-Unte as forminhas com manteiga e um pouco de farinha;
-Com ajuda de uma concha, coloque a massa nas forminhas e deixe na geladeira por 2 horas;
-Preaqueça o forno ao máximo;
-Asse em forno pré-aquecido a 250ºC por 4 a 5 minutos aproximadamente (teste uma forminha antes, para saber a temperatura correta de seu forno; o petit gâteau deve estar consistente por fora e mole por dentro);
-Desenforme num prato e sirva com sorvete de creme.
-Dica: Adicione um pouco de avelã picada na massa que dá uma combinação perfeita.GM
Cozinhe Ouvindo: The Modern Jazz Quartet
1994 - 35th Anniversary Tour
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009
Receita: Salmão ao ponto com salada
por Leandro GaviãoRio de Janeiro - Brasil
Como bom admirador da culinária japonesa, possuo uma relação extremamente íntima com o salmão. E foi assim que em pleno carnaval do Rio de Janeiro, ao entrar em um supermercado sem idéia alguma do que jantar, eu me deparei com belíssimas postas desse maravilhoso peixe.
A minha idéia foi fazer uma janta leve, usando salmão, uma boa salada e um molho que lembrasse a culinária japonesa.
A receita foi inventada de cabeça, enquanto eu comprava os ingredientes. O resultado foi bastante satisfatório.
Receita:
Para 4 pessoas.
Salada>>
-1 maço de rúcula
-8 folhas de alface
-Meio maço de agrião
-Meio maço de cebolinha picada
-Brócolis de acordo com o gosto
-100 g de gorgonzola picado
-100 g de azeitona preta
-100 g de tomate cereja
-Azeite a gosto
Molho Para O Salmão>>
-Meia xícara de shoyu
-Uma colher de chá de raiz forte [ou duas se preferir molho mais picante]
-Uma colher de chá de molho inglês
Misturar os ingredientes até o molho se tornar homogêneo. Por já ser salgado devido ao shoyu não há necessidade de colocar sal no salmão.
Salmão>>
-1.200 kg de salmão [de preferência a posta já limpa, a escama você pode tirar em casa]
-Corte em pedaços de mais ou menos 3 cm de espessura por 15 de comprimento e 10 de largura. Esta medida é importante porque cada pedaço é uma porção individual e deve caber no prato.
Preparo Do Salmão>>
1. Esquentar a frigideira a seco, sem óleo;
2. Coloque uma posta de salmão. Balance a frigideira para o peixe não grudar;
3. Deixe fritar até ficar mal passado, isto leva poucos minutos;
4. Tire da frigideira e embrulhe no papel alumínio, deixe-o de lado e continue preparando outras porções de salmão frito. O papel alumínio irá terminar de cozinhar o salmão utilizando o seu próprio calor, deixando-o ao ponto.
Finalizando>>
Sirva a salada e remova o salmão do papel alumínio colocando-o no prato, despeje um pouco do molho sobre o salmão.
Por ser uma refeição leve, recomendo a apreciação da excelente cerveja holandesa “Amsterdam”, que é bem encorpada e muito saborosa. Só tenha cuidado na hora da compra, porque existem três tipos diferentes. Eu fiquei com a “Navigator” [8,4% de álcool], a “Maximator” [11,6%] é muito pesada para ser acompanhada de um jantar.Divirta-se.
Cozinhe Ouvindo:Tamba Trio
1962 - Tamba Trio
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009
Pizza de Jambu
por Fernanda MelonioRio de Janeiro - Brasil
Quem me conhece, sabe que não sou adepta das panelas... Mas há uma receita que me marcou porque aconteceu na via contrária à usual: ao invés da minha mãe me ensinar, fui eu quem ensinou para ela.
Morei em Belém e adorava ir com meus amigos a um local chamado Café Imaginário para ouvir um jazz e tomar uma boa Heineken. E foi lá que nasceu a pizza de jambu, iguaria que mistura culinária italiana e paraense. Pra quem não sabe, jambu é uma erva típica da região norte do Brasil, também conhecida como agrião-do-pará. O jambu é muito utilizado na culinária paraense, podendo ser encontrado em iguarias como o tacacá (uma das minhas comidas preferidas) e o pato no tucupi.
Na casa da minha mãe todos amam o gostinho e o efeito dormente que o jambu dá. Quando cheguei em casa falando da pizza de jambu, conciliamos duas coisas que adoramos: pizza e jambu. Minha mamma faz uma massa deliciosa, que todos os meus amigos, vizinhos e parentes adoram, então fomos as duas à cozinha unir nossos conhecimentos, que agora vou compartilhar com vocês.
Para não falar grego:

1. Jambu (Foto: Neide Rigo)
2. Pimenta de cheiro (Foto: Caroline Paixão)
3. Tucupi (Foto: Portal Amazônia)
Receita:
MASSA DE PIZZA>>
-4 xícaras de chá de farinha de trigo peneirada (aproximadamente)
-30 g de fermento biológico
-1 colher de sopa de farinha de trigo
-1 colher de sopa de açúcar refinado
-3/4 de xícara de chá de leite morno (aproximadamente)
-1 colher de café de sal ou massa de alho
-Óleo de soja (aproximadamente 1/4 de xícara)
-Farinha de trigo o quanto baste para dar liga à massa
-Óleo para untar as assadeiras
PREPARO DA MASSA>>
1. Em uma vasilha funda desmanche o fermento no leite morno com as mãos;
2. Acrescente o açúcar e a colher de farinha de trigo;
3. Cubra com um pano de prato limpo e leve ao forno desligado;
4. Deixe descansar por 30 minutos;
5. Depois deste tempo, acrescente aos poucos a farinha, o sal e o óleo (não pode acrescentar muito senão a massa endurece);
6. Sove a massa (quanto mais se sova, mais crocante por fora e macia por dentro a massa fica depois de assada);
7. Se necessário, acrescente leite morno aos pouquinhos ou farinha de trigo até chegar a ponto da massa desgrudar das mãos e ficar lisa;
8. Quando a massa atingir este ponto, espalhe um pouco de óleo entre as mãos e unte;
9. Deixe a massa descansar novamente coberta no forno desligado por aproximadamente uma hora;
10. Depois disso, tire a vasilha do forno e estique a massa com um rolo ou garrafa de vidro cheia d'água morna para quente;
11. Disponha a massa nas assadeiras;
12. Pré-aqueça o forno na temperatura máxima por 15 minutos (o forno deve estar muito quente);
RECHEIO>>
-100g de molho de tomate caseiro
-1 maço de jambu refogado no alho e óleo
-200g de queijo muçarela ralado
-Orégano e manjericão a gosto
-Molho de tucupi
-Azeite de oliva
PREPARO DO RECHEIO>>
1. Coloque o molho de tomate sobre a massa de pizza.
2. Acrescente uma camada de jambu, em seguida a muçarela e depois o orégano e o manjericão.
3. Leve ao forno por 10 minutos.
4. Sirva com o molho de tucupi e azeite.
DICA: pode-se acrescentar um pouco de pimenta de cheiro ao molho de tucupi.
Mestre Verequete
2006 – Verequete é o Rei
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
Domingo de sol e camarões

texto: Soraya MagalhãesRio de Janeiro - Brasil
Amigo de verdade, que a gente faz tudo junto, que liga na manhã de domingo logo cedo e dá bom dia, e a gente tem certeza de que é amigo pois a frase seguinte não é prá vender cartão de crédito ou pedir donativo.
É assim o Léo.
Ele passa a mão no telefone e liga mesmo, sem pudor, sem vergonha, e diz que tá doido prá cozinhar, que acordou com vontade, e que eu vou entender.
Como sou psicanalista e muito amiga dele, entendo tudo, até ele me acordar. Até porque sei que a causa é boa, é ótima, é das melhores do mundo.
Enquanto ele não chega vou tirando mais um cochilo até que toca a campainha e estamos prontos prá feirinha aqui do lado prá comprar tudo o que seu mestre mandar.
Desejo é desejo! E eu levo à sério essas coisas.
Chegamos em casa e eu capricho no som que é prá baixar logo tudo que é entidade "cozinhadera" e inspirar as mãos e ouvidos do meu amigo.
Saquei uma Clementina de Jesus da manga e enquanto ela cantava um ponto qualquer, um que falava justamente em 'saborosos camarões', tava lá ele temperando os bichinhos, como só ele faz.
Em seguida, mandei logo uma Clara Nunes, que é prá comer arrepiando e acreditando que o mundo é mais, e que somos meros mortais que comem e e que devem agradecer todo dia um amigo desses que leva a gente à loucura láaaaaaaaaaaaa do outro lado da mesa.
Depois, como o Léo é amigo e entre amigos não tem frescura, partimos pro lado chicano mais saudável do mundo - a hora da ciesta.
A praia cheia e a gente protegido da multidão acordando e procurando o que fazer. Como é tédio é amigo da cachaça, nada como uma caipirinha de siriguela que aprendi lá em salvador. Assim sem trio elétrico ou dendê, que é prá não cansar - mais preguiçosos que os baianos, pois domingo é isso aí.
Acabou o dia. Mas o telefone tá aqui Léo, pode ligar a qualquer hora ;)
receita: Leonardo AlcântaraRio de Janeiro - Brasil
Essa receita aconteceu por acaso, na base do improviso. Eu tinha algumas folhas de jambu que um amigo trouxe do Pará e resolvi levá-las para casa da Soraya - minha nêga - para ver no que ia dar. Tivemos a idéia de comprar camarões na feira e logo veio-me as lembranças das minhas férias na capital paraense. Lá eu conheci o tal jambu, uma erva conhecida como o "agrião-do-pará", muito utilizada na culinária regional e caracterizada pela capacidade de trimilicar os lábios de quem come. Resolvi unir a erva com outro ingrediente sagrado da culinária do Pará: os camarões! O resultado foi surpreendente. Vejam:
Passo a Passo>>

















Receita:
Arroz com camarões e jambu (Culinária Paraense)
Ingredientes>>
-1Kg de camarões limpos
-meio limão
-3 colheres de sopa de molho shoyo
-pimenta do reino a gosto
-sal à gosto
-2 tomates picados sem sementes
-30 folhas de Jambu picadas
-1 punhado de coentro picado
-meia cebola média picada
-meio pimentão pequeno cortado no seu comprimento.
-3 dentes de alho
- Azeite de dendê
- 500g de arroz já pronto
Preparo>>
-Tempere os camarões com suco de meio limão, molho shoyo, pimenta do reino e um pouco de sal.
- Em uma paejeira ou qualquer panela um pouco alta, esquente o azeite de dendê, adicione a cebola, deixe-a murchar e adicione o alho. Frite até que ambos estejam dourados. Cuidado para não queimar!
- Adicione o tomate picado e frite-o até que ele solte bastante água e fique murcho.
- Adicione o pimentão. Em seguida, adicione os camarões e frite-os até ficarem dourados sem deixar evaporar o caldo que é formado. Teste o sal e adicione mais se achar necessário.
- Adicione o arroz e mexa bastante para misturar bem todos os ingredientes.
- Esquente por mais 5 minutos, sempre mexendo.
- Adicione o coentro, o jambu e misture bem. Pronto!
-Você pode enfeitar com tiras de pimentão e nirá.
Cozinhe Ouvindo:Clementina de Jesus
1966 - Clementina de Jesus
Salada Grega Light
por Sarah MachadoRio de Janeiro - Brasil
Ingredientes:
Para a salada:
1 maço de alface-romana
2 tomates
1 pepino
250 g de tofu
2 colheres (sopa) de cebolinha
50 g de azeitonas pretas
Para o vinagrete:
6 colheres (sopa) de azeite de oliva
3 colheres (sopa) de suco de limão
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Preparo>>
Prepare o vinagrete, misturando os ingredientes com um garfo e reserve.
Lave bem as folhas sob água corrente. Numa tigela, deixe-as de molho por 10 minutos. Em seguida, retire as folhas com cuidado para que as sujeirinhas fiquem no fundo da tigela. Lave os tomates, o pepino e a cebolinha sob água corrente.
Numa tábua, corte os tomates ao meio, no sentido do comprimento. Corte cada metade em mais quatro partes. Apóie o pepino na tábua e corte ao meio, no sentido do comprimento. Com uma colher (chá) retire as sementes. Corte o pepino em tiras de 1 cm. Corte o tofu em cubos de 1,5 cm. Pique a cebolinha. Retire o caroço das azeitonas e corte-as ao meio.
Numa saladeira, distribua todos os ingredientes de maneira harmoniosa. Regue com o vinagrete e sirva a seguir.
* Esta é a minha primeira postagem. Agradeço ao Leo por poder contribuir um pouco com o blog. E espero que aos poucos eu possa agradar com receitas leves e saborosas.
Um beijo!











